quinta-feira, 10 de setembro de 2009


Como a criança que vagueia o canto

Ante o mistério da amplidão suspensa

Meu coração é um vago de acalanto

Bersando versos de saudade imensa.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Me ajude, eu fiz isso de novo. Eu tenho estado aqui muitas vezes antes, machuquei a mim mesma de novo. E a pior parte é que não tem ninguém para culpar. Seja meu amigo; me segure, me embale; e descubra, eu sou pequena e necessitada.
Me aqueça e me respire.
Ai, eu me perdi de novo, me perdi e não há lugar nenhum pra me encontrar. É, eu acho que poderei quebrar.
Me perdi de novo e me sinto insegura. Seja meu amigo; me segure, me embale; me descubra, eu sou pequena e necessitada. Me aqueça e me respire.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Siga dentro do espelho no risco que se partiu
Com o agudo de minha voz, gritando,
Querendo não lembrar,
Tentando me libertar.
E você não está aqui.
Tenho medo seus olhos não vejo mais.
Você partiu para tirar a minha paz.
Liberte a minha alma.
Ela está presa dentro de uma garrafa lançada ao mar.
E o meu corpo se fechou.
Eu senti um vento chegar, passar e arrastar,
E ninguém me explicou.
Então como o frio o vento passou.
Eu quero ser o choque do vento com o trovão
Não quero continuar a ser essa gota na inundação.
Liberte a minha alma
Ela está dentro de um porão cercada de ratos
E os vermes estão me consumindo.
Todas as mentiras estão mergulhando num copo com gelo.
Queria que estivessem transbordando como minhas emoções.
E meu sangue que está saindo sem parar.
Eu senti um vento chegar, passar e arrastar,
E ninguém me explicou.
Então como o frio o vento passou.
Eu quero ser o choque do vento com o trovão
Não quero continuar a ser essa gota na inundação.
E você se foi.
Eu senti um vento chegar, passar e arrastar,
E ninguém me explicou.
Então como o frio o vento passou.
Eu quero ser o choque do vento com o trovão
Não quero continuar a ser essa gota na inundação.
Eu senti um vento chegar, passar e arrastar.
Tudo o que encontrou
E ninguém me deu explicação.
E mais uma vez você se foi.

domingo, 6 de setembro de 2009

Mentiras



Quando a angustia vem de algo que a torna mortífero é quase fatal. Quando você quer gritar e expor toda a verdade que transparece em sua face, mas de que tão escura ninguém consegue enxergar.

A dor é maior; dor de quem sabe que viu, mas cujos olhos não falam; dor de quem ouviu dizer mas a boca cala...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Dentre os saberes de meus pensamentos

Num mais simples gesto, tomaste frases que aqui jazia.
Tornas-te um ébrio louco da agonia
Vivendo minha vã filosofia
Na torpe dos ensejos virulentos

Sentis-te meus próprios medos e tormentos
Viveu a opulência em frenesia;
Soberba transitória, uma afosia
No cálice volúpio pestilento.

E o que dizer agora destes vermes,
Dilacerando a tua epiderme,
Em suma multidão inexorável?

Outrora o luxo, a glória e a formosura,
Agora inerme à fria sepultura:
O palco de imundícies deploráveis.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009


Deixe-me aqui
Quieta em meu canto sozinha,
Quero banhar meu corpo em minhas lágrimas e dançar ao som dos meus gritos,
Quero me olhar ao fechar os olhos
e sussurrar em meus próprios ouvidos
Quero ouvir minha alma, abraçar minha sombra e amar meu amor próprio.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a ultima chama
E da paixão faz-se o pressentimento
E do momento imóvel faz-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.