quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Ajude-me

Sinto saudade de teus olhos; deixe-me olhar-te pela ultima vez? Quando olhar-me novamente com estes olhos sombrios e cansados;
Que sempre esteve tão presente em meus belos sonhos, enxergará em mim uma grande necessidade de amar-te. Porque não preencheste esse vazio em meu peito? Arranca-me esta solidão que predomina meus dias.
Sara-me desta tristeza, oh anjo maldito que dominou meu coração. Enfeitiçou-me com tolas promessas; porque não odeio-te?
Salva-me! E digas que me ama , como eu o amo! Acalme este coração que te grita.
Preciso tocar-te pela ultima vez, preciso tê-lo em meus braços; olhar-te meu amor, volte e acalme este coração partido; este coração que suplica por teu amor!
Encontre-me! Tire-me daqui! Liberte-me desta escuridão! Volte para mim!
Ajude-me a levantar, a dizer adeus a meus tormentos. Ah esses demônios que me perseguem... Necessito-te, suplico-te que venha até mim. Que me levante e me tire deste abismo, desse túnel de trevas.
Estou perdida, sem amor, sem paz. Apenas com a dor que me mata a cada dia; a dor do fim de minhas belas ilusões; a dor de tua ausência.

domingo, 11 de outubro de 2009

maldita mentira!

A decepção em minha alma, clama por uma vida menos dolorosa. Quero que todos morram com suas ilusões de uma vida prefeita... Viver uma mentira?!
Isso não é uma vida é uma ilusão criada pela sua necessidade de mentir. Minha alma chora, desmancha pela sua vida de ilusões. Pela suas ilusões de mundo.
Minha alma clama por um mundo que revele a sua verdadeira face. Por um mundo mais compreensivo. Menos mentiroso.

Mas como isso acontecera se as pessoas que aqui vivem fazem de suas vidas uma ilusão mentirosa.
Pessoas que não demonstram sua verdadeira face. Pessoas que incitem em viver em seu próprio mundo de mentira.
Minha alma chora por pessoas que sofrem com seu sangue na mão desses delinquentes.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

e as respostas, meu caro?

Você não esteve aqui, quando precisava te ver. Sua voz não entrou nos meus ouvidos quando precisava de um sussurro seu; Onde estava seus olhos? Acho que os arranquei. Será que mereceu?
Onde estava a sua língua? Por um momento desejei que a tivesse engolido. Sua mão me tocou e meu suor congelou. Talvez seja muito tarde para eu declarar as doces palavras de sufoco, abandono e descaso.
Onde estava o seu corpo quando eu precisava me aquecer? Certamente com alguma vadia!
Não reclamo a noite vai me consolar depois desse dia.
Onde estava o desejo quando eu quis estar com outro?
Onde estava o caminho à seguir? E é loucura pensar que a vida termina aqui?!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

faz ficar feliz;

e ao mesmo tempo chorar, faz doer o peito e no pensamento ficar, faz não fazer nada sem tua presença aqui, felicidade instântanea que acaba no teu partir.

um minuto sem você é no tempo estagnar, alguns dias sem te ter é no eterno parar.
e a saudade aumenta cada vez mais. olhar pra tras e nos lembrar, de tudo o que a gente sonhou; o que passou não vai voltar.
vem comigo que essa noite é nossa. perco o ar, suspiro várias vezes para te falar, te amo, novamente. você vai sentir, nunca mais me ver. e eu tento mostrar e até expressar.
mas você não está nem ai.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O tempo seca a beleza,

seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
desunido para sempre
como as areias nas águas.
O tempo seca a saudade,
seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
vagando seco e vazio
como estas conchas das praias.
O tempo seca o desejo
e suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
vestígio do musgo humano,
na densa turfa mortuária.
Esperarei pelo tempo
com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
não na terra, Amor-Perfeito,
num tempo depois das almas.

Meireles, C

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ele estava lá, mas ainda não existia. Eternamente nada. Só, e simultaneamente acompanhado de vários si mesmos. Num súbito, a consciência arrebata a sua vacuidade. Olha para si e para todos; agora, reconhece-se perdido e esmagado por uma infinidade de outros. Angústia.

Por que ser? Busca a todo instante o estado original; deseja o primórdio de si. A consciência lhe oprime a vontade. Contenta-se então, com a vacuidade no ser.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

até que a morte nos case;

As sombras, as trevas, a agonia e o pesar,
É somente isso que habita este lugar,
Enquanto eu ainda posso falar, ou melhor, enquanto eu ainda puder lhe conforta,
Vou dizer que nós ainda vamos nos encontrar,
Guarde o seu vestido de noiva e a sua pureza,
A morte ainda não nos separou,
Eu nessas condições não posso ir até ai,
Mais você se realmente me ama pode sim vir até aqui,
Faria esse sacrificio, faria isso por mim,
Então venha e assim começaremos a serimonia desde do inicio,
Não olhe para baixo quando estiver se jogando daquele precipsio,
Apenas pense em nós e cumpra o seu destino,
Venha comigo e eu lhe consederei um mundo lindo e jamais visto,
Venha comigo,
Deixe-me mostrar o caminho do precipsio, eu sei que você não queria isso
eu sei que isso não estava em nossos planos,
Mais eu também sei que é isso que você esta querendo,
Você esta viva, mais agora esta morrendo,
venha para mim e vamos dar inicio ao nosso casamento.